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Casa onde viveu o Abade Baçal

Património de Interesse Público
Abade bacal 1 980 2500
Datação: séc. XIX

O Abade de Baçal paroquiou Mairos, vivendo nesta casa. É um edifício de planta simples alongada, três frentes e dois pisos. Volume simples, com cobertura em telhado de três águas. A fachada voltada para a R. de Camões apresenta ao nível do primeiro piso uma porta e no segundo duas janelas. A fachada voltada para a R. do Abade Baçal, é marcada no seu eixo por uma porta ao nível do piso térreo e uma janela no piso superior. O acesso ao piso elevado é feito através de uma escadaria adossada à fachada voltada para o pátio relacionado com a R. do Abade Baçal. Desta escadaria, duas portas, cada uma dando entrada para cada um dos compartimentos do piso superior. Em cada uma das duas esquinas da casa, junto ao beiral, destacam-se duas figuras esculpidas: uma raposa e um lobo.

 

São poucos os dados conhecidos sobre a casa onde, entre 1889 e 1896 viveu o Abade de Baçal. Francisco Manuel Alves, nasceu em Baçal a nove de Abril de 1865, vindo a falecer na mesma localidade a 13 de Novembro de 1947. Ordenado sacerdote em Junho de 1889, permaneceu sempre como pároco da sua terra natal, trabalhando simultaneamente nas suas áreas de investigação, como a história e a arqueologia. Em 1925, foi nomeado director-conservador do Museu Regional de Bragança que, desde 1935 lhe presta homenagem ao ser designado pelo seu nome - Museu Abade de Baçal.
O ano em que se ordenou ficou ainda marcado pela mudança do Abade para a casa que é objecto da presente classificação. Trata-se de um imóvel que se caracteriza por uma enorme depuração arquitectónica. De volumes simples, desenvolve-se em dois pisos, apresentando três fachadas, todas elas com uma particularidade. A que se abre para a Rua de Camões é marcada pela porta que se abre no piso térreo e pelas duas janelas no andar superior. Por sua vez, no alçado que confina com a Rua do Abade de Baçal apresenta uma porta e uma janela, ao centro do alçado. Por fim, na última fachada, desenvolve-se uma escadaria paralela, de acesso ao andar superior onde se encontra duas portas de acesso às salas do interior.
Todos os vãos referidos são rectos, não apresentando qualquer elemento decorativo que os destaque. A única excepção em toda a casa são as esculturas que se observam nos cunhais, como se fossem gárgulas, representando um lobo e uma raposa.